DF

quarta-feira, 30 de junho de 2010

PSC também ameaça abandonar barco tucano

Depois do DEM, o seminanico PSC também deu sinais nesta terça-feira de que pode recuar do apoio à candidatura presidencial de José Serra (PSDB).

Oficialmente, integrantes da legenda se dizem desconfortáveis com o silêncio do PSDB em relação à indicação do senador Mão Santa (PSC-PI) para a vice do tucano.

Nos bastidores, entretanto, pesam a queda de Serra nas pesquisas e um intenso assédio do PT e do PMDB, que estariam oferecendo vantagem em composições estaduais.

Hoje o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), se reuniram com dirigentes do PSC. Já o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que mantém grande ascendência sobre a bancada de deputados federias do partido, passou o dia também em conversas com integrantes da legenda.

A intenção de petistas e peemedebistas é evitar a adesão formal do partido ao tucano. O PSC têm 16 deputados federais (é a décima bancada), um senador e, neste ano tem o ex-governador Joaquim Roriz (DF) como principal candidato anunciado a um governo de Estado.

A aliança a Serra acrescenta apenas 19 segundos aos pouco mais de sete minutos estimados para o tucano na propaganda de rádio e TV (para cada bloco de 25 minutos).

"A aliança ao Serra está sendo questionada na medida que o PSDB resolveu tudo por conta própria, ignorando os parceiros. Sugerimos o Mão Santa como vice e esperávamos uma certa delicadeza, de dizerem pelo menos: 'Olha, estamos pensando nisso, o que vocês acham'. Mas não falaram nada. Com isso, voltou tudo à estaca zero", afirmou o deputado federal Régis de Oliveira (PSC-SP).

O deputado se refere a decisão da convenção nacional do partido, de meados de junho, que declarou apoio "irrestrito" a Serra e indicou Mão Santa. Mas a oficialização do apoio ficou para a Executiva Nacional da legenda, que dará a palavra final até amanhã.

"A tendência é permanecer onde estamos, mas temos o direito de resolver até amanhã. Nosso foco nessa eleição é dar corpo à nossa bancada [de deputados federais] e estamos vendo de que forma isso fica mais fácil", disse o vice-presidente da legenda, Pastor Everaldo Pereira, que se reuniu com Padilha e Vaccarezza.

FONTE: folha.com

terça-feira, 29 de junho de 2010

PPS embarca na chapa do PT no DF


Executiva nacional do partido analisa hoje se anula ou não a decisão do diretório regional de se aliar a Agnelo Queiroz na corrida ao Buriti

Ana Maria Campos

Publicação: 29/06/2010 07:46

Em convenção regional, o PPS decidiu ontem seguir na chapa encabeçada pelo petista Agnelo Queiroz. Um dos partidos mais próximos do ex-governador José Roberto Arruda em 2006, a legenda quer integrar a coligação do PT, PMDB, PSB, PDT, PCdoB, PRB e PRP como estratégia para tentar facilitar a reeleição do deputado federal Augusto Carvalho e emplacar mais distritais. A posição local, no entanto, pode não durar muito tempo. O presidente nacional do partido, Roberto Freire, discorda do apoio ao petista por significar uma ajuda à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Agnelo, ao lado de lideranças do PPS-DF e outras legendas:
Agnelo, ao lado de lideranças do PPS-DF e outras legendas: "Aliança política para governar o DF"
Freire teme que o tempo de televisão do PPS no Distrito Federal seja usado por Dilma contra o tucano José Serra, o concorrente que a legenda apoia na disputa nacional. “Augusto Carvalho é uma das figuras mais importantes do PPS, mas o partido não é pura e simplesmente Augusto”, afirmou Freire. O caso será levado hoje à direção nacional e a expectativa é de que uma intervenção nacional anule a convenção regional. O comando local não deve se conformar com uma imposição da cúpula e deve acionar a Justiça numa briga que deve se estender pelos próximos dias. “O PT sempre foi nosso adversário. Apoiamos Lula em 2002 e consideramos que ele fraudou nossas expectativas. Por isso, tenho recebido muitas manifestações de estranheza no PPS sobre a possível aliança com o PT no Distrito Federal”, disse Freire.

O apoio do PPS ao PT dividiu a legenda de Augusto Carvalho. O deputado federal defende a coligação com petistas com a meta de obter o coeficiente eleitoral (cerca de 200 mil votos) necessário para voltar à Câmara dos Deputados. Ele acredita que, numa parceria com o DEM, que deverá lançar o deputado Alberto Fraga na corrida ao GDF, dificilmente conseguirá o número mínimo de votos exigido pela legislação eleitoral para se eleger, mesmo que tenha um bom desempenho na campanha. Nessa estratégia, Augusto se aliou ao grupo do deputado distrital Alírio Neto — que detém um terço dos votos da convenção. A ala ligada ao ex-presidente regional Fernando Antunes tentou construir uma via alternativa.

Liberdade
Augusto aposta que a direção nacional vai se conformar. Um dos pontos discutidos com Agnelo é a liberdade para que a militância do PPS faça campanha para Serra, sem conflitos com a corrida dos votos na disputa local. “O que está em jogo não é um embate entre Serra e Dilma e, sim, a derrota ao atraso e a um passado com métodos condenáveis. O melhor caminho para essa travessia é por meio de Agnelo”, aposta Augusto. E acrescenta: “Não acredito que não haja espaço no PPS para que um dirigente formule uma proposta que contenha essa violência (intervenção)”.

O presidente regional do PPS, Claúdio Abrantes, confirma a disposição de manter a coerência com a direção no que se refere à campanha nacional. “O tempo de televisão do PPS não será usado para Dilma. Vamos trabalhar pela eleição de Serra”, assegura. Agnelo e o candidato a vice, Tadeu Filippelli, estiveram ontem na convenção e fizeram discurso. “Essa não é apenas uma aliança eleitoral, é uma aliança política para governar o DF”, disse o petista.

"O PT sempre foi nosso adversário. Apoiamos Lula em 2002 e consideramos que ele fraudou nossas expectativas. Por isso, tenho recebido muitas manifestações de estranheza no PPS sobre a possível aliança com o PT no Distrito Federal"
Roberto Freire, presidente nacional do PPS

O número
200 mil
Total aproximado de votos do coeficiente eleitoral, mínimo necessário para a eleição de um deputado federal

Os ratos abandonam a canoa de Serra

por Altamiro Borges, em seu blog

Não é só o DEM, traído pela indicação atabalhoada do tucano Álvaro Dias para vice, que ameaça abandonar a campanha de José Serra, tirando-lhe preciosos minutos da propaganda eleitoral de rádio e TV. A recente pesquisa do Ibope, que confirmou a liderança de Dilma Rousseff, já está causando outras cenas que lembram os ratos fugindo do navio a deriva. O clima no ninho tucano é de desânimo e descontentamento com os rumos da campanha da oposição de direita.

Os jornalões conservadores noticiaram, sem maior alarde, algumas cenas curiosas neste final de semana. Em Minas Gerais, José Serra só foi citado uma única vez nos discursos de Aécio Neves e Antonio Anastasia, candidatos tucanos ao Senado e ao governo estadual. Já no Rio Grande do Sul, a governadora Yeda Crusius não mencionou o seu nome em quase meia hora de discurso. Questionada, disse que “foi um lapso”. Outro tucano de alta plumagem, Tasso Jereissati também se esqueceu de citar José Serra no seu discurso de 23 minutos na convenção tucana do Ceará.

Os ausentes no “velório”

Já o serviçal PPS, segundo uma notinha do jornal O Globo, “desistiu do alinhamento automático ao PSDB e ao DEM. Essa era a vontade de seu presidente, Roberto Freire. Mas foram liberadas as alianças com os partidos governistas. O partido concluiu que isso comprometia a reeleição de oito de seus 23 deputados federais”. Em vários estados, candidatos da oposição de direita devem confeccionar materiais de campanha sem citar o nome e o número do presidenciável do PSDB.

Diante da popularidade recorde do presidente Lula e do robusto crescimento de Dilma Rousseff nas pesquisas, parece que alguns tucanos, demos e outras tranqueiras resolveram se distanciar do contagioso José Serra. “É sempre bom lembrar que ninguém é obrigado a acompanhar velório”, resume o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.

FONTE: viomundo.com.br

segunda-feira, 28 de junho de 2010

ATÉ TU BRUTUS..: Sérgio Guerra admite que Serra vai perder

Depois de FHC, agora é Sérgio Guerra que admite que o Serra vai perder a eleição


Primeiro foi Fernando Henrique Cardoso que declarou a colunista Mônica Bergamo, que José Serra não vai vencer a eleição presidencial.

Agora, o senador e presidente do PSDB, Sérgio Guerra, admitiu ao jornal de oposição ao governo Lula, O Globo, que José Serra e Álvaro Dias perderão as eleições

Sérgio Guerra admite que impasse sobre vice de Serra pode comprometer vitória do PSDB

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), admitiu nesta segunda-feira, em entrevista à rádio CBN, que a vitória do partido nas eleições presidenciais deste ano pode ter sido comprometida com a negativa do aliado DEM em apoiar o nome do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para a vice-presidência na chapa encabeçada por José Serra. Para Guerra, a principal questão é a falta de unidade.

- Temo que tenhamos neste episódio atuado para comprometer a nossa vitória. Não é a questão de um partido ter o apoio do outro. Já votamos com os democratas, e os democratas votam conosco há muitos anos. O problema é ter unidade, tranquilidade, e uma solução construtiva da luta que enfrentaremos - apontou Guerra.

No último domingo, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, defendeu o rompimento da aliança caso a legenda não possa indicar o vice. Nesta segunda-feira, Maia deve se reunir em São Paulo com Serra para dar um ultimato: ou o PSDB desiste da chapa puro-sangue ou haverá o risco de o DEM ficar fora da coligação.

Guerra ressaltou ainda que o impasse pode afetar as alianças estaduais:

Os encaminhamentos estaduais seguem seus cursos, mas ninguém pode pensar que não havendo entendimento geral vá se ter entendimento local com a facilidade que se tinha antes.