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segunda-feira, 28 de junho de 2010

ATÉ TU BRUTUS..: Sérgio Guerra admite que Serra vai perder

Depois de FHC, agora é Sérgio Guerra que admite que o Serra vai perder a eleição


Primeiro foi Fernando Henrique Cardoso que declarou a colunista Mônica Bergamo, que José Serra não vai vencer a eleição presidencial.

Agora, o senador e presidente do PSDB, Sérgio Guerra, admitiu ao jornal de oposição ao governo Lula, O Globo, que José Serra e Álvaro Dias perderão as eleições

Sérgio Guerra admite que impasse sobre vice de Serra pode comprometer vitória do PSDB

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), admitiu nesta segunda-feira, em entrevista à rádio CBN, que a vitória do partido nas eleições presidenciais deste ano pode ter sido comprometida com a negativa do aliado DEM em apoiar o nome do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para a vice-presidência na chapa encabeçada por José Serra. Para Guerra, a principal questão é a falta de unidade.

- Temo que tenhamos neste episódio atuado para comprometer a nossa vitória. Não é a questão de um partido ter o apoio do outro. Já votamos com os democratas, e os democratas votam conosco há muitos anos. O problema é ter unidade, tranquilidade, e uma solução construtiva da luta que enfrentaremos - apontou Guerra.

No último domingo, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, defendeu o rompimento da aliança caso a legenda não possa indicar o vice. Nesta segunda-feira, Maia deve se reunir em São Paulo com Serra para dar um ultimato: ou o PSDB desiste da chapa puro-sangue ou haverá o risco de o DEM ficar fora da coligação.

Guerra ressaltou ainda que o impasse pode afetar as alianças estaduais:

Os encaminhamentos estaduais seguem seus cursos, mas ninguém pode pensar que não havendo entendimento geral vá se ter entendimento local com a facilidade que se tinha antes.

Cesar Maia dá a eleição como perdida

Na reunião de cúpula dos DEMOS, realizada domingo, no Rio, para discutir a crise aberta com a decisão de Serra de impor uma chapa puro-sangue à coalizão demotucana, Cesar Maia jogou a toalha e admitiu a derrota como favas contadas.

O desalento do ex-governador do Rio não é um caso isolado e já transpira até nas colunas de aguerridos 'analistas' tucanos. Na avaliação de Cesar Maia, segundo o jornal O Globo, a eleição foi perdida no momento em que o candidato escolhido foi Serra, e não o ex-governador mineiro Aécio Neves.

Os DEMOS têm uma reunião com Serra nesta 2º feira, naquela que seria a última tentativa de reverter a escolha de Alvaro Dias para vice na chapa de oposição a Lula e Dilma. A intenção é dar um ultimato: ou o cargo será ocupado por um representante do partido, ou a agremiação romperá a aliança.

Dois minutos e 90 segundos de propaganda eleitoral estão em jogo. Ainda que a ruptura não ocorra oficialmente fica difícil imaginar uma adesão mais que formal de lideranças ressentidas, como é o caso de Cesar Maia, à campanha de Serra, que desfruta igual empenho entre as fileiras tucanas de MG, após o passa-moleque aplicado em Aécio Neves.

O agora indisfarçável mal-estar entre DEMOS e PSDB reavivou uma tese curiosa. Há tempos, circula nos meios acadêmicos, sobretudo em franjas que ainda enxergam em Serra um ‘desenvolvimentista’ (‘de boca’, retrucaria Maria da Conceição Tavares) um mito eleitoral: Serra teria como plano concorrer à presidência com o apoio da direita e da extrema-direita acantonadas nos DEMOS para --se vencer o pleito-- dar um golpe, alijando os apoiadores incômodos de qualquer influencia em um hipotético governo.

O tratamento dispensado ao ex-PFL na questão da vice reforçaria essa tese, segundo alguns amigos do ex-governador de SP. O raciocínio generoso dos academicos esbarra, porém, num pequeno detalhe: desde quando Alvaro Dias é sinônimo de ruptura progressista?


FONTE: Carta Maior

Apolinário, do DEM, pede voto para Dilma e Mercadante

Ex-líder do DEM, Apolinário diz que deve votar em Dilma e manda recado a Kassab

Por Malu Delgado

Destituído da liderança do DEM na Câmara Municipal de São Paulo após declarar apoio e voto ao petista Aloizio Mercadante ao governo do Estado, o vereador Carlos Apolinário afirmou ao blog que não se sente mais na obrigação de articular apoios a projetos e votações de interesse do governo do prefeito Gilberto Kassab. Afirmou, ainda, que “tudo caminha para votar em Dilma Rousseff” à Presidência.

Quatro dos sete vereadores do DEM assinaram documento hoje retirando Apolinário da liderança. O novo líder a partir de agora é o vereador Marco Aurélio de Almeida Cunha. Da bancada do DEM, o vereador Milton Leite também já havia declarado apoio a Mercadante.

“Em parte isso até ajudou (sair da liderança). Agora, sou só o cabo eleitoral do Mercadante”, afirmou o vereador.

Ele disse, ainda, que não pretende deixar o DEM e que não recebeu nenhum alerta formal ou informal sobre um eventual processo de expulsão. “Só irei (para outro partido) se o DEM me mandar embora. Sou DEM até que provem o contrário.”

Diante da decisão do partido de retirá-lo da liderança, Apolinário reagiu: “Não tenho mais nenhuma responsabilidade de ajudar a aprovar os projetos do Kassab na Câmara”.

Aproveitou o episódio para enfatizar que Kassab “tomou sozinho a decisão de apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) sem reunir a bancada de vereadores”. E acrescentou: “Ele (Kassab) tomou a decisão sozinho, e eu respeito. Eu também tomei a decisão sozinho”.

Sobre uma eventual expulsão, mandou um aviso indireto ao DEM: “A lei que bate em Chico bate em Francisco”.


FONTE: blogs.estadao.com.br

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Prefeitos tucanos vão pedir votos para Dilma

Ascensão de Dilma estremece PSDB e fragiliza palanques de Serra

A vigorosa liderança de Dilma Rousseff (PT) na última pesquisa CNI/Ibope enfraqueceu ainda mais a já fragilizada costura de alianças de José Serra (PSDB). Um dia após o levantamento ter registrado vantagem de cinco pontos porcentuais para a petista — 40% a 35% —, tucanos também reclamaram de desorganização na campanha e de centralização das decisões nas mãos de Serra.

O presidente do PSDB-RJ, José Camilo Zito, já vislumbrou que o resultado da pesquisa vai dificultar ainda mais a campanha de Serra no estado. Decepcionados com Serra, prefeitos do partido já o avisaram de que vão pedir votos para Dilma — e o PSDB, estonteado, já culpa publicamente o governo federal.

“Isso já vinha ocorrendo porque o uso da máquina é muito forte. Em alguns municípios, mesmo administrados pelo PSDB, esse uso de máquina faz com que os prefeitos entrem para a campanha deles”, choramingou Zito — que também é prefeito de Duque de Caxias, principal cidade administrada pelo PSDB no Rio.

Santa Catarina é outro exemplo do colapso. Sob pressão do comando nacional, o PMDB local (até então fechado com PSDB e DEM) definirá seu futuro amanhã em uma convenção. No estado, parte do PMDB cogita lançar candidato próprio, desmontando o palanque de Serra. Na quarta-feira, o ex-governador e candidato ao Senado Luiz Henrique Silveira avisou Serra que levaria a disputa à convenção.

“Esse Sul está um horror”, disse o presidente do PSDB-SC, Beto Martins. Ele se referia também ao Paraná. Após flertar abertamente com o PSDB, Osmar Dias (PDT) não descarta concorrer ao governo do estado aliado ao PT. Prometeu anunciar sua decisão na quinta-feira, mas adiou para esta sexta.

O desempenho de Dilma também teve reflexo no PP. Aliado de Lula, o PP chegou a discutir a hipótese de aliança formal com o PSDB quando Serra liderava as pesquisas — mas, nesta semana, optou pela neutralidade. No dia 7 de julho, o partido vai anunciar apoio informal a Dilma.

“É melhor fazer desta forma para evitar ter que fazer intervenção em um ou outro estado”, disse o presidente do partido, senador Francisco Dornelles (RJ). Segundo o deputado Ciro Nogueira (PP-PI), a maioria defendia a aliança formal com Dilma, mas Dornelles barrou a convocação da convenção.

Outros estados em alerta

Ainda nesta quinta-feira, a campanha de Serra tentava desatar nós em Sergipe — onde o DEM reclama da resistência do ex-governador Albano Franco a uma aliança — e no Pará — estado em que o ex-governador Simão Jatene tenta evitar a candidatura do DEM ao Senado. O tempo para evitar mais debandadas é escasso, já que a campanha começa oficialmente em dez dias.

Diante da indicação da pesquisa CNI/Ibope de que houve uma queda nas intenções de voto de Serra no Sudeste, um dos estrategistas da campanha, deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA), diz que “é obvio” que o PSDB tem de estar atento. Segundo ele, é preciso procurar saber o que está de fato ocorrendo na região em que o partido é mais forte e tem o governo dos dois principais estados — São Paulo e Minas Gerais. “Se houve uma queda no nosso ponto forte, onde há um público mais identificado com nossa administração e somos bem avaliados, temos de analisar o porquê.”

A pesquisa CNI/Ibope abriu espaço para pelo menos um aliado do tucano no Rio Grande do Sul criticar o comando da campanha. “A fotografia do momento serve para uma reflexão: é preciso humildade e valorização dos bons parceiros”, afirmou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM).

A frase reflete uma circunstância regional. Lorenzoni lamenta que o segundo palanque gaúcho, que DEM, PTB e PPS articulavam em torno do petebista Luís Augusto Lara, e oferecido ao PSDB ao longo de 40 dias, não tenha se viabilizado por falta de interesse dos tucanos. “Essa composição tinha grande poder de mobilização na região metropolitana de Porto Alegre, que concentra 4 milhões de votos, e na qual o PT é muito forte”, diz Lorenzoni.

“Dono” do palanque de Serra na Bahia, o candidato do DEM ao governo do estado, Paulo Souto, não quis comentar a pesquisa. Mas integrantes de sua campanha criticaram a concentração de exposição de Serra na mídia no período da Copa do Mundo. Já o ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen advertiu que é preciso encerrar o período de montagem dos palanques estaduais e definição do vice para avaliar melhor as candidaturas. “Isso tudo toma tempo e deixa o candidato paralisado”, avaliou.

Ajustes

Nos bastidores, a cúpula tucana passou a defender ajustes na agenda e a necessidade de harmonizar o discurso. Na avaliação de um parlamentar tucano, é preciso parar de ter medo do candidato e aderir de fato à campanha. Segundo ele, a campanha não é de Serra, mas do PSDB — e o que está em jogo é o futuro da oposição.

Em outra linha de interpretação, Jutahy Júnior admitiu que o resultado da pesquisa foi “uma surpresa” e que todo levantamento em que o candidato aparece atrás gera estresse na campanha. Mesmo ressalvando que “a campanha só começa em 5 de julho”, o parlamentar diz que Dilma já está se tornando conhecida no Brasil inteiro como candidata do presidente.

Presidente do PSDB, coordenador da campanha de Serra e empregador de funcionários fantasmas, o senador Sérgio Guerra (PE) reconheceu que uma avaliação ampla deveria ser feita pelo partido. Ele viajou para São Paulo a fim de se reunir com Serra no início da noite de quinta. Entre os assuntos, além da pesquisa, estavam a finalização de palanques regionais e a escolha do vice na chapa. “É preciso que sejam feitas avaliações”, avisou.

Lideranças tucanas chegaram a advertir sobre a necessidade do que chamaram de “ajuste fino” no marketing e na comunicação da campanha. Soa cada vez mais frágil a alegação de que o volume de propaganda do governo foi maior se comparado ao programa partidário. O fato é que, ao longo de junho, Serra apostou na propaganda ilegal e foi amplamente exposto nos programas eleitorais que PSDB, PTB e PPS veicularam na TV. “Nosso discurso não é fácil”, conclui, em tom de lamúria, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).

Da Redação, com agências