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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Prefeitos filiados do PSDB, DEM e PPS manifestam apoio a Dilma



Prefeitos dos partidos aliados em torno da candidatura presidencial de José Serra, compareceram nesta terça (18.05) a um ato multipartidário com a presença da pré-candidata petista, Dilma Rousseff, para afirmar que desejam a continuidade do Governo Lula e que trabalharão por isso.

“Eu quero falar em nome dos prefeitos de cidades pequenas que, pela primeira vez, foram respeitadas, não como pontinho no mapa, mas como entes federativos – e respeitadas pelo Governo Lula”, discursou Marcos Carvalho, do PSDB, prefeito do município mineiro de Itamonte”. E continuou com uma conclamação::

“Não podemos voltar atrás! Infelizmente, não falo pelo meu partido, mas como cidadão. Quando cheguei a Brasília nunca me perguntaram qual era meu partido. Sempre trouxe meus projetos e, desde que estivessem corretos, levávamos os recursos”.

Gustavo Lopes, do PPS, prefeito de Jaguariúna, em São Paulo, anunciou que seguirá com Dilma.

“Eu não sei qual vai ser o meu futuro partidário, mas o meu compromisso é com o futuro do povo brasileiro. Eu seguirei aquela que foi indicada pelo presidente Lula para dar continuidade a esse trabalho que melhorou a vida de milhões de brasileiros”.

A continuidade do Governo Lula foi defendida também pelo prefeito de Sopé, na Paraíba, filiado ao DEM, durante o evento de que participaram aproximadamente 1.100 governantes municipais.

Dilma, em pronunciamento, enalteceu a coragem dos prefeitos filiados aos partidos de oposição em contrariarem suas agremiações. E voltou a exaltar a importância de parcerias entre o governo federal e as prefeituras.

A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, ressaltou hoje que o governo federal precisa sempre fazer uma gestão com foco municipalista e construir parcerias produtivas e criativas com os prefeitos.

“Melhorar cada vez mais a gestão de vocês e ajudar vocês está expresso no PAC 2. Temos que ajudar os prefeitos e prefeitas a desenvolver projetos. Vamos ter que estabelecer um diálogo produtivo e criativo para criar condições para que não se retroceda”. E prosseguiu:

“Temos clareza do quanto mudou e melhorou, mas não conseguimos melhorar tudo, até porque é uma trajetória de situações muito difíceis para os municípios. Avançamos muito, até porque recebemos os prefeitos para um diálogo positivo. Não colocamos cães e polícia em cima dos prefeitos”.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Apoio sincero e comovente

“Pela primeira vez fomos respeitados como entes federativos e não como pontinhos no mapa. Nunca perguntaram, aqui em Brasília, qual era o meu partido. É uma honra participar de um governo vitorioso que fez a gente esquecer a dívida externa. Infelizmente, não falo pelo meu partido, mas falo como cidadão brasileiro. Ministra, estou preparado para trabalhar. Pode contar comigo como cidadão”

Depoimento do prefeito de Itamonte (MG), Marcos Tridon de Carvalho (PSDB).
na 13ª Marcha em Defesa dos Municípios ocorrido em Brasília em 18.05.2010.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dilma discursa para 86 prefeitos do Rio durante almoço

O PT e o PMDB do Rio de Janeiro deram uma mostra, ontem, do seu potencial de mobilização da máquina pública em favor da pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff. Os dois partidos comandaram a organização de um almoço numa churrascaria na Baixada Fluminense que reuniu os ministros Carlos Luppi (Trabalho) e Márcio Fortes (Cidades), o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e 86 prefeitos de um total de 92 do Estado.

Militantes e dirigentes de PSB, PP, PCdoB, PDT e outros partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participaram do almoço. No entorno da churrascaria, dezenas de carros oficiais tomaram conta das calçadas e chegaram a fechar o trânsito em ruas adjacentes à Rodovia Presidente Dutra.

A mobilização pró-Dilma contou até com filiados ao PSDB e ao DEM. De acordo com a lista divulgada pela organização, cinco dos oito prefeitos tucanos e quatro dos cinco administradores municipais democratas participaram.

No discurso, a pré-candidata do PT à Presidência procurou estabelecer uma identificação com os prefeitos. Disse que sempre é questionada sobre sua inexperiência eleitoral, mas destacou sua trajetória em funções da administração pública. "Queria dizer isso para vocês porque é algo muito importante para a minha experiência e formação."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 9 de maio de 2010

Sindicatos sob influência do PSDB se recusam a apoiar Serra

Apesar de estarem alinhados à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo paulista, diversos sindicatos sob influência tucana em São Paulo se recusam a aderir à campanha presidencial de José Serra. A maioria das lideranças dessas entidades é abertamente favorável à candidatura de Dilma Rousseff (PT).

Alckmin tem a simpatia de pelo menos 40% dos sindicatos filiados à Força Sindical em São Paulo, segundo cálculo do tucano Antonio Ramalho, vice-presidente da entidade. No estado, a Força tem uma base de cerca de 4,5 milhões de trabalhadores. Mas os elogios a Alckmin entre dirigentes sindicais da central são diretamente proporcionais às críticas a Serra.

Mesmo entre aqueles que defendem um apoio puro-sangue Serra-Alckmin, pipocam ressalvas ao pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto, amparadas pela elevada rejeição do ex-governador entre os trabalhadores. Segundo Ramalho — que também preside o Sindicato da Construção Civil —, Serra “não tem conversa com ninguém. Só quatro pessoas falam com ele”.

Filiado ao PDT, Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, defende pessoalmente o híbrido Dilma-Alckmin. A posição do sindicato, diz, ainda não está definida oficialmente. Já a Federação dos Comerciários também tende a essa posição.

“O diálogo que nós tínhamos com o Alckmin nós não tivemos com o Serra”, diz Sérgio Leite, presidente da Federação dos Químicos, que prevê apoio a Dilma na disputa presidencial. Serra foi convidado a participar das grandes manifestações do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador — mas ficou longe de São Paulo, onde as centrais sindicais realizaram seus atos mais tradicionais manifestações.

Neste ano, as celebrações reuniram mais de 2 milhões de pessoas e contaram com a presença de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serra, temendo vaias, optou por um evento evangélico em Santa Catarina. Foi no 1º de Maio da Força que houve as mais pesadas críticas a Serra.Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo

Fonte: Vermelho